Nossos
finais de semana são dedicados para curtir e brincar com os filhos. Usualmente descemos
e ficamos na piscina do condomínio.
Exceto e
Beatriz, por ser pequena, a Carolina e o Bernardo fizeram amizade com outras
crianças da mesma faixa etária.
A Carolina
geralmente brinca com outras meninas italianas, inglesas ou indianas.
O Bernardo
brinca com dois garotos italianos. Um deles exatamente da mesma idade.
Há alguns domingos
atrás eu desci com eles no finalzinho da tarde para um breve passeio de
patinete. O combinado era que eu ficasse com eles, o tempo suficiente para a Rosangela
preparar o jantar.
A Carolina
logo engatou a brincar de pega-pega (catch) com outra meia dúzia de crianças e
o Bernardo encontrou o amigo italiano.
Enquanto a
Carolina já consegue interagir em inglês, sem nenhuma dificuldade ou problema,
o Bernardo, por ainda não freqüentar nenhuma escola ou aulas de inglês, tem dificuldade para se comunicar. A gente se divirte em observar o processo de comunicação que ele
utiliza (e os outros garotinhos também). Um falando em italiano misturado com
inglês, o outro falando em português. E vai que vai – a gente fica assistindo e
rachando o bico.
Voltando
para a cena de domingo. Eu engatei uma conversa com uma família de amigos e
deixei o Bernardo brincando de “carrinho” com o outro menino. Dentro do meu
campo de visão.
- Um deve estar falando pro outro: Orra meu! O que que nóis podemu fazê para ferrar com vida do meu pai, hein meu!
Esses da
foto são os dois protagonistas desse post: Bernardo e Camillo
brincando como toda criança. Tirei esta foto uns minutos antes deles fazerem a arte.
- Um deve estar falando pro outro: Orra meu! O que que nóis podemu fazê para ferrar com vida do meu pai, hein meu!
Conversa
vem, conversa vai, quando me dei conta já estava na hora de subir e comecei a
procurar o Bernardo. Foi então que percebi que ele já não se encontrava mais nos
arredores.
Aqui não tem
o sentimento de insegurança que existe no Brasil. Então fiquei
calmo e, caminhando, fui procurar o pivete.
No nosso
condomínio há 3 lugares que ele gosta de brincar: a piscina, o playground e uma
espécie de viveiro (aquário) de peixes ornamentais.
Procurei nesses
três lugares e nenhum sinal deles.
Já um pouco
mais preocupado, apertei o passo e me dirigi ao calçadão que ele costuma correr
com o patinete. Novamente nada.
Agora já
preocupado, voltei para a piscina e comuniquei o fato para a mãe do Camilo, italiana,
que prontamente saiu da piscina. Ela foi para um lado e eu para outro.
Alguns
poucos minutos depois retornamos no mesmo local. Um olhou para outro com cara
de vazio. Nada de novo.Aí bateu o
desespero.
Os
italianos moram no 10.o andar e da janela deles tem-se uma boa visão do
condomínio. Liguei para o pai do garoto que estava em casa e pedi auxilio. Alguns minutos depois, ele
veio se juntar ao nosso grupo de busca, pois não conseguira encontrar nada.
Também se
juntou ao nosso grupo alguns seguranças do condomínio, porteiros e faxineiras. No
caso deles todos equipados com lanternas e walkie-talkies.
Depois de
um par de minutos, que pareceu uma eternidade, a Rosangela me ligou.
Pensei duas coisas: ou ela conseguiu visualizar os dois do nosso
apartamento e quer me avisar; Ou vai me comer o rabo por estar atrasado para o
jantar e deixar a comida esfriar. Ainda completei: Putz ainda vou
tomar outra enrabada por ter “perdido” o moleque.
Quando
atendi ao telefone ele mal conseguia falar. Somente disparava gargalhadas.
Resumo
final: Ela percebeu e estava visualizando toda a movimentação, logo não teve
duvidas do que estava acontecendo. Enquanto ela assistia o espetáculo de pais
correndo pelos jardins e garagens do condomínio, ela escutou vozes cantando do
lado de fora do apartamento, vindos da direção do elevador.
Ao abrir a
porta deu de cara com os dois, brincando de gritar e cantar no corredor do
andar, pois ocorre um efeito de reverberação e eco. O Bernardo adora escutar a
voz dele ecoando nos ladrilhos.
Os dois, de
alguma maneira, conseguiram adentrar ao prédio sem as chaves – há uma porta eletrônica,
o qual somente abre com chave ou senha. Chamaram o elevador sozinho e souberam operá-lo,
indo parar no nosso andar.
A Rosangela
chorava de rir e não conseguia completar as frases. Eu ficando nervoso, não sabendo
se ela estava histérica ou ironizando tudo. Enfim....
O resgate
foi pago e os abduzidos retornaram ao planeta Terra novamente.
Mais um
caso nervoso que serve para a gente lembrar e dar risada.
OS: No
final, depois de conseguir controlar as gargalhadas, como não poderia ser
diferente, tomei aquela carcada pelo telefone por ter deixado o moleque sozinho.
Agora vamos
colocar coleira nele, e serviu de lição que com eles não se pode bobear um
segundo.
Muzika:
Adoro essa
banda. Canções simples, idiotas e divertidas. O nome da muzika diz tudo.



