Por que "A Família do Futuro"?

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Singapore
O nome do Blog surgiu de uma brincadeira, pois é muito curioso pensar que estaremos fisicamente onze horas à frente de nossa terra natal. Em Singapore, teoricamente, tudo ocorre primeiro que no Brasil. Aqui tentaremos ser cronistas de nós mesmos, interpretando o mundo à nossa volta em palavras simples e diretas. Mostraremos as aventuras de Marco, Ro, Carol, Bernardo, Beatriz e Eduardo em terras distantes. Rev3: Durante o tempo de existência desse blog, esta introdução foi alterada 2 vezes por incremento de novos integrantes.

domingo, 16 de junho de 2013

Muita fé pro meu gosto.


A Tailândia é um dos países mais interessantes e bonito que já visitei. Aliás, para quem tiver um pouco mais de cacife e gosta de praia e balada, recomendo visitá -la.
Não vou aqui explicar lugares turísticos tailandeses, mas falarei de crença religiosa.
Na praia que visitamos em Krabi, há um local, no meio das pedras, de frente para o mar, com vários objetos estranhos: Falos. Ou em português bem claro: Caralhos de Madeira.

Honestamente não entendi muito bem os motivos por trás daquilo.
Pesquisando um pouco e perguntando para algumas pessoas, fiquei sabendo que o pênis é venerado como um símbolo de poder e de fertilidade.

Se seguirmos essa regra ao fé da letra, os Negros levam vantagem nesse dom de admiração. Injusto, não? Seriam eles os Deuses?
Eu e a Rosângela ficávamos conversando:
- Nossa! Aqui os tailandeses oram pra caralho, não?
- Por que será que eles gostam de rezar para cacete?
- Vai ver que eles têm uma fé da porra!

A Carolina perguntou o que era aquilo. A gente respondeu:
- Isso é uma coisa muito importante na vida de um casal. Mais para frente você vai entender.
Ai ela respondeu:
- Nosso Papai, como isso é gozado, não?
- É filha. Gozado e duro.
(essa ultima parte eu inventei).

A Rosangela parece um pouco tensa (ou nao???)


Música:
Titãs
Álbum: Tudo Ao Mesmo Tempo Agora
Música: Isso Para Mim É Perfume
Adoro esse álbum. Foi o ultimo da era Arnaldo. O ultimo que da para ouvir do inicio ao fim. Depois disso o Titãs se rendeu.

sábado, 15 de junho de 2013

A Fruta Proibida.


O nome do post parece àquelas manchetes do falecido “Noticias Populares” – para chamar a atenção do leitor desavisado.
Eu nunca ouvi falar dessa fruta. Fruta Cobra???
Geralmente, não sou de recusar o que me oferecem.
Recentemente tive uma surpresa super agradável. Conheci o Mangosteen. Uma delicia.


Mas infelizmente, dessa vez não gostei.
Primeiro a fruta é difícil de descascar. Possui a pele bem dura e seca. Chegar a quebrar quando se tenta retirar a pele.

Segundo, o colega que estava comigo disse-me:
“Somente coma o miolo externo. A parte do miolo interno não é legal”. Particularmente, eu não quis saber o real significado do “não é legal”.

E terceiro, o gosto é um tanto amargo e estranho. Parece um bife duro, meio adocicado, com um amargor no final.
Se acharem no Brasil, tentem e me falem.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Índia. Um país muito diversificado e complexo.


As viagens para a Índia permitem aprofundar, paulatinamente, na cultura indiana. Aprofundar é uma palavra um tanto presunçosa. Acho que nem os indianos compreendem a cultura daqui.
Para começar, a Índia é uma nação tão grande quanto o Brasil. O país é divido em estados e cada um desses estados possui uma língua própria.
Imagine a situação: uma pessoa indiana que mora no Norte do país, não consegue se comunicar com alguém que more no Sul do país.
São 28 estados e mais de 300 línguas diferentes – esse numero varia de pessoa para pessoa que me explica (hehehe) - sem falar nas dezenas de religiões que convivem pacificamente. E eles se orgulham muito disso.
A escolha da língua não é compulsória. Faz-se a opção na escola fundamental. Embora a língua oficial divulgada seja o hindi, ela não é tão difundida. O governo tenta fazer sua parte, mas os indianos são bem enraizados nos costumes e tradições, tornando uma mudança praticamente uma missão impossível.
É mentira que todo indiano fala inglês. É verdade que, no mundo dos negócios, todo indiano fala inglês.
O motivo disso é fácil de explicar: nas universidades a língua padrão, na sala de aula e nos livros, é o inglês. Alem disso, na época da dominação britânica, falar inglês era considerado como privilegio e possui forte conotação social.
Imaginem a seguinte operação matemática. No Brasil, apenas 10% da população freqüenta a faculdade (esse percentual é um chute meu, pois não faço a real idéia do valor real). Então, somente 10% da população falariam inglês. O mesmo se dá na Índia. Imaginemos que 10% da população freqüentaram ou freqüentam universidades, daí tira-se a quantidade de pessoas que dominam a língua.
A única diferença é que 10% de 1,5 Bilhões de pessoas é quase a população do Brasil inteirinha. Logo, torna-se muito fácil a comunicação em inglês nas cidades grandes, indústrias, grandes comércios e aeroportos.
Entretanto, quando se viaja para o interior, zonas afastadas das grandes cidades, já fica mais complicado.
Assim como no Brasil, não?
Outra estatística para demonstrar a forca desse país: todo o ano o numero de engenheiros que são concluem o curso, é maior que o total de números de engenheiros existentes no Brasil. Incrível, não?
Não é a toa que os engenheiros daqui servem de mão de obra para empresas na Austrália, Oriente Médio, Singapura, paises africanos e Estados Unidos. Principalmente na área de TI – tecnologia da informação. Área que os indianos são considerados como os bambambans.

Neste momento estou no norte da Índia, no estado de Punjab.
Punjab é um dos estados mais importantes e ricos da Índia. O nome significa lugar dos cinco rios, e faz do estado um lugar com bastante água e com terras generosas para a agricultura (frutas, arroz, grãos, algodão). Muitas indústrias têxteis e de maquinas.
Enquanto no Sul da Índia as pessoas possuem a tonalidade da pele mais escura - quase negra, marrom - aqui as pessoas são mais parecidas com caucasianos – pele branca, alguns com olhos claros.
O povo indiano é muito pacífico e manso, principalmente os do sul. Já no norte percebe-se uma característica mais agressiva e dinâmica.
Talvez haja uma explicação para isso. O clima pode ser um deles. O Sul seria como o nosso Nordeste – quente o ano inteiro. O Norte, de clima temperado, possui altas temperaturas no verão, e temperaturas negativas no inverno, com as quatro estações do ano bem definidas.
Talvez outro fator para explicar isso, historicamente o norte da Índia é a casa de uma raça chamada Sikhs.
Segunda eles contam aqui, muito tempo atrás (muito mesmo), a Índia era constantemente invadida por Muçulmanos, Chineses, Persas, Mongóis, Corinthianos, MST, etc.
Para tentar proteger as vastas fronteiras e territórios do Norte, o governo selecionou um grupo de fortes guerreiros a habitar a região.
Por serem caucasianos, fortes, mais altos e de melhor porte para o combate, que o tradicional indiano, consolidou-se uma nova “raça” e obtiveram o direito de possuir um distinto nível de status social e religioso.
Até hoje os Sikhs são diferenciados do restante dos Hindus. Seja na língua, na religião, nos negócios ou no nome.
Alias, Sikh significa aquele que aprende, que recebe instrução. Algumas fotos:

  
Os Sikhs possuem religião própria, um livro sagrado de mais de 3 mil anos, nunca cortam o cabelo e a barba, usam turbantes. Tradicionalmente carregam um pequeno sabre (do tamanho de uma faca) e utilizam uma pulseira no braço esquerdo de prata (como se fosse uma argola metálica).
Ontem fui jantar com um colega daqui, que é Sikh, junto com sua esposa. Acabei descobrindo outra curiosidade.
Antes de o nosso Eduardo ser “batizado” de Eduardo, eu e a Rosangela passamos dias debatendo sobre um nome – esse historia vocês já devem ter lido.
Na religião e cultura Sikh, assim que a criança é parida, os pais não podem escolher o nome. Funciona assim:
Durante a gravidez, por lei, não é permitido saber o sexo do bebê. Isto tem explicação cultural, pois na Índia há muitos casos de aborto. Há pais que quando sabem que a criança que esta sendo gerado é uma menina cometem o crime – pois a preferência é de um menino. Portanto, somente se sabe se você possui um filho ou uma filha no ato do nascimento.
Assim que a criança chega ao mundo os pais precisam aguardar, se não estou equivocado, 13 dias. Após esse período de espera levam-na a igreja e o padre abençoa o novo ser. Nessa cerimônia, com o livro sagrado Sikh, o padre o abre numa pagina aleatória (sorte). A primeira letra desta pagina será a primeira letra do nome da criança.
Portanto, antes da cerimônia, os pais precisam fazer uma lista de nomes com todas as letras do alfabeto. De A a Z.
Para quem achou engraçado ou ficou intrigado com a nossa demora, imaginem se eu fosse Sikh?

Abaixo algumas fotos de Barnala - Punjab
Mercado aberto, no meio da rua e da chuva:


Muito comum encontrar ambulantes vendendo comida (fast food).
Dá para ter uma noção da higiene. Para começar eles não sabem o que é lavar as mãos antes de comer. Muito menos para servir algum cliente na rua.
Estive num lugar que ao se pedir algo, um salgadinho, por exemplo, o rapaz apanhou a comida com a mão, entregou para o comprador, e depois pegou o dinheiro e o troco. Em seguida atendeu outro cliente. Outro salgado, outra pessoa, e assim a vida segue. Próximo da fila por favor...

 

Muita chuva por aqui. Muito alagamento e tudo para cima:



A questão de limpeza e asseio pessoal é realmente cultural. Isto reflete-se nas fachadas de prédios e centros comerciais deixam muito a desejar. Nem parece que você esta em frente a um dos maiores bancos da região, não? E isso eh muito comum por aqui, mesmo nas grandes cidades.
A limpeza e conservação das fachadas é muito mal conservada. Eles não se importam muito com esses detalhes.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Haicai para Eduardo (com fotos atualizadas)

Assim o avô Marco Antônio escreveu:

Marco Antônio Veloso HABEMUS NOMINEM

Finalmente, saiu a fumaça branca em Singapura.
O nome do neto é Eduardo Gomes Veloso.
O duro é fazer um haicai agora.
Tentemos:

Já amamos Eduardo...
Acertou-nos bem no peito
Amoroso dardo...

Fácil não é, mas valeu a tentativa. É de coração!!!

Milabraços!!

Marco Antônio
Suzano,30/05/2013
12h06


Algumas fotos atualizadas da trupe e do cara de joelho.




Fumaça branca indica eleição de um novo santo. Finalmente temos um NOME!


Fumaça branca indica eleição de um novo santo.

(No nosso caso, indica a nomeação do nosso “santinho”)
Por volta das 11:30 AM da manhã de 30 de Maio de 2013 (00:30AM – horário de Brasília), a chaminé do Raffles Hospital expeliu a fumaça branca, anunciando para os milhares de fiéis reunidos em frente ao Marina Bay e Buggys Junction, que a conclave, enfim, havia acabado com a palhaçada.
Assim que se avistou a fumaça branca, o Decano apareceu na sacada do hospital para fazer a proclamação Habemus Papam, e anunciou aos 4 ventos o nome de batismo simbólico e o nome pontifício do novo santo.
O nome de batismo simbólico foi Zébedeu, o nome pontifício do santo agora é ...
Mas antes, preciso explicar algumas coisas.

Foi uma votação apertada, mas, como sempre, o bispo brasileiro não apita muita coisa.
Da ultima lista, foram selecionados 4 nomes, dos quais três deles foram rechaçados pela responsável da capela.
Braddock, Stallone, VanDamme.
Braddock seria legal, pois iríamos apelidá-lo de Chuck, mas aí lembramos a possibilidade dele ser confundido pelo homônimo brinquedo assassino Chuck, e não queremos ser responsáveis por bullyng.

Aqui o registro da criança é realizado no próprio hospital.
Tudo é sincronizado e interligado com o sistema do governo. A própria enfermeira preenche os dados, imprimi um rascunho para se conferir e, estando tudo nos conformes, emite o registro. Pronto! Simples e sem burrocracia ou cartórios.

Aqui a gente gosta de testar os Singapurianos (leia-se causar problemas e desconforto).
Eu já havia escrito anteriormente que as regras daqui são bem rígidas. Talvez isso faça com que os locais fiquem preguiçosos e rígidos. Consequentemente, quando eles se vêem numa situação inusitada, eles perdem o rebolado e ficam paralisados. A gente adora testar e comprovar isso.

Hoje de manhã uma enfermeira veio nos perguntar se estávamos com os nossos passaportes, pois seriam utilizados no registro de nascimento.
Respondi que não tinha passaporte, pois estávamos vivendo ilegalmente em Singapura.
Coitada da enfermeira. Não sabia o que fazer.

Algumas horas depois, fiz outra vitima: a enfermeira chefe.
Logo após a certidão ter sido emitida, ela me pediu que pagasse a taxa da certidão diretamente para ela. Como estava sem a carteira (deixara no quarto), falei para ela que não tinha o dinheiro naquele momento.
Ai ela me perguntou:
- Você volta depois para pagar?
- Não! Nunca mais eu voltarei aqui.
Pronto! Mais uma que ficou paralisada por alguns segundos, sem reação.
 
Isso sem falar no dia do parto.
O nosso obstetra/ginecologista já nos conhece e sabe do nosso senso de humor. Mas a pediatra que acompanhava o parto, não.
Assim que o bebe foi colocado ao lado da Rosângela ela me perguntou:
- Nossa! Você acha que ele é parecido com quem?
Eu respondi:
- Olha, ele se parece muito com o vizinho do 10.o andar.
O doutor teve que parar a suturação da cesárea para dar risada e a pediatra ficou com cara de sem graça, olhando para a Rosângela.

Mas não parou por aí. Foram múltiplas as pegadinhas do Faustão:
Antes de entrar na sala de parto como testemunha (assim eles chamam os acompanhantes), vários funcionários fazem as mesmas perguntas - eles fazem dezenas de triagens para evitar qualquer erro. Chega a irritar, tamanho o protocolo.
Já andando para a sala do parto, uma das enfermeiras me pergunta:
- Você é o marido da Rosângela Veloso?
- Não, não sou eu. Não faço nem idéia de quem é esta pessoa – respondi.
A mulher parou de caminhar e com cara de espanto disse:
- Mas ela é a única mulher na ala hoje...

A Rosângela, na sala de anestesia, também passou por uma triagem. Perguntaram para ela:
- Essa aqui é a sua assinatura?
- Não, essa não é a minha assinatura.
Novamente, aquelas caras de espanto de desenho animado japonês.
 
A gente é bobo, mas se diverte...

Ah! O nome? Eduardo Gomes Veloso. Esse é o nome do nosso santinho. Agora somente falta conhecer a Mônica para fazer jus a canção.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fumaça preta de novo.


Fumaça preta de novo.
Mais um dia e o conclave não se decide.
Após mais um dia de reuniões secretas, o conclave não se pronunciou oficialmente sobre o nome do 4.o elemento.
Assim como ontem, houve fumaça negra.

O conclave havia estabelecido uma lista de cerca de 20 nomes.
Os evangelistas foram cortados já na reunião de ontem: Lucas, Rafael, Mateus, Pedro, etc.
Também os jogadores de futebol: Anderson, Uelinton, Rodiscleyson, Washington, Ronald, Romarinho e Neymar.
E finalmente, os nomes de 4 letras: Nuno, João, Braz, José, Caio, Hugo, Deus, Vida, Coco e Xixi.
Sobraram os names internacionais, aos quais estamos mais familiarizados atualmente: Ethan, Egon, Sean, Patrick, Joshua, Conan, Eric Strada, McGyver, Faber Castell, etc.

A escolha esta dura.
Marco Antonio Veloso Junior Junior
Ou
Marco Antonio Veloso III

Assim o Zébedeu continua sendo carinhosamente chamado de Zézinho.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mais um pro bando de loucos !


Mais um pro bando de loucos. Não os loucos Corinthianos. Estou me referindo àqueles que decidem ter mais de 2 filhos, pois é assim que as pessoas nos rotularam ultimamente.
Portanto, estamos “Activia com Johnnie Walker” para esse rotulo.

Sabemos que será o maior desafio das nossas vidas.

O quarto filho chegou hoje, 28 de Maio de 2013. Se não me engano as 9:47AM – pesando 3.230kg e 54cm. A emoção era tamanha que nem percebi a hora H.
O mesmo hospital em Singapura e o mesmo doutor.

Agora é curtir e esperar ajuntar toda a renca para tirar a foto oficial.

Hoje pela manha a Carolina estava super ansiosa. Mal dormiu direito. Mil perguntas para a Rosangela: Como vai ser? Que roupa você vai usar? Como ele nasce? Muito engraçado.

O Bernardo e a Beatriz ainda não entendem direito. Mas ele ficava falando que ia mostrar o carro “Robot” para o Zébedeu.

Ainda em casa hoje pela amanhã:




Zébedeu é o apelido carinhoso que nos colocamos. Como ainda não decidimos pelo nome, ficou Zébedeu ou Zé.
Zébedeu é o personagem que utilizo ao contar historias para as crianças antes de dormir. Ele é a criança malvada e mal criada que atormenta a todos.

Antes - no hospital:

 E quanto ao nome?
No inicio da semana havia uma lista com 19 diferentes nomes. Dados pela Rosangela, por mim e pela Carolina.
Ontem à noite, a lista foi reduzida a 6.
Agora esta na minha mão. Vou decidir na hora de registrar o bebe no cartório daqui. Até lá ficamos no suspense.

Neste exato momento a Rosangela se recupera na sala de pós cirurgia, o Zé esta no berçário e eu estou no quarto esperando o tempo passar.

Que Deus abençoe a nossa família (já abençoada).

Finalmente: Depois.