Por que "A Família do Futuro"?

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Singapore
O nome do Blog surgiu de uma brincadeira, pois é muito curioso pensar que estaremos fisicamente onze horas à frente de nossa terra natal. Em Singapore, teoricamente, tudo ocorre primeiro que no Brasil. Aqui tentaremos ser cronistas de nós mesmos, interpretando o mundo à nossa volta em palavras simples e diretas. Mostraremos as aventuras de Marco, Ro, Carol, Bernardo, Beatriz e Eduardo em terras distantes. Rev3: Durante o tempo de existência desse blog, esta introdução foi alterada 2 vezes por incremento de novos integrantes.

sábado, 27 de outubro de 2012

Singapore National Day - 47 years

National Day (este post esta alguns meses atrasado).

O dia 9 de Agosto é muito importante na vida dos Singapurianos.
  
Um dos mais importantes feriados de Singapura é o dia que eles celebram sua independência, pois antes era um anexo da Malásia - se os malaios soubessem o que isto aqui se tornaria, creio que eles teriam agido de forma diferente. Nesta data ocorre o National Day Parade, ou NDP para os intimos.


Além de uma famosa queima de fogos, há desfiles de dançarinos, exibição de armas e carros militares, aviões e helicópteros fazem acrobacias e exibem bandeiras pela costa, discurso do presidente, shows musicais, enfim, o pais realmente para para acompanhar este evento pela televisão.
Só não tem pipoca, maça do amor e batata doce.

O principal desfile ocorre em pleno “Marina Bay” – o local mais turístico de Singapura, e há brigas e disputas para se conseguir ingressos exclusivos que dá acesso a uma arquibancada fixa, onde se pode ver tudo, como se fosse o nosso carnaval.
Diferente do ano passado que decidimos não sair de casa, este ano criamos coragem para enfrentar a multidão e tentar fazer parte da festa.
Fomos até um parque da cidade que oferece uma boa visão.

Inocentemente imaginei que esse lugar seria tranqüilo. Mal sabia que outros milhares de locais também “tiveram” a mesma idéia.
Depois de contornado e vencido a multidão, encontramos um espaço de onde foi possível ver tudo de um bom ângulo.
E valeu a pena. Deu para ver a cidade iluminada e enfeitada. Nos sentimos singapurianos orgulhosos.


 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bernardo 3 anos

E lá se vai mais um aniversário.
Nao percam a conta!
Na ordem: Carolina, depois a Beatriz, e fechando o ciclo de nivers infantis, temos o do Bebê em outubro.
Alias, em relação ao apelido dele, temos:
Bebeco é o antigo apelido.
Benarrdou para os gringos
Bebê para a familia do futuro.

Teve maçã do amor e bolo de cenoura.
Amigos italianos contribuiram com uma torta, com um "B" personalizando a mesma.

E assim mamãe escreveu:

3 anos!!!!
Foi dia 08, segunda !!! E lá se foram três anos...

Três anos que parte do meu coração não mora mais no meu peito.

Três anos que você me diz a cada dia, mesmo antes de aprender a falar, que eu posso ser melhor. Que eu posso tentar fazer diferente, o que quer que seja. Que eu posso amar demais. Que eu posso ficar muito brava/irritada/cansada e ainda assim continuar amando mais do que tudo.

Três anos, meu filho, que você me diz diariamente o quanto é parecido e o quanto é diferente de mim.

Uma fase de muito papo, contação de histórias, demonstrações espontâneas de carinho gratuito, aquisição de autonomia, de independência. Você filho, que é super musical, vive cantarolando pela casa e por onde quer que ande.

Be, nosso menino especial, artista, faceiro, impulsivo, sedutor, conversador, apaixonante, lindo e profundamente amoroso. Você nos surpreende com seu sorriso, seu olhar maroto, sua esperteza e traquinagens que nos tiram risadas sem fim, adoramos ser seus pais, que bom que nos escolheu, sorte nossa!!!

 Atacar a comida !!!!! "Os Mata-fome"

 Participação especial: Beatriz (ou Bitrice, para os gringos).

Que Jesus ilumine a cada dia o seu caminho nosso amor,  e não tenha dúvidas de que somos abençoados por tê-lo conosco!

Te amamos!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cenas da Ásia


 Acima: Cena típica urbana de Mumbai, pólo financeiro da Índia e dos filmes de Bollywood.
  

 
 Acima: Típico táxi na Índia, mais conhecido como TocToc.
 


 Acima: Algumas lojas e quiosques, localizadas na área de embarque do aerporto internacional de Singapura, fecham depois das 22hs.
Esta foto tirei em plena madrugada. Vejam como eles “largam” tudo, entretanto, com camaras vigiando.


Acima e abaixo:
Loja de conveniência de um posto de gasolina da região de Punjab – norte da Índia.

 Simples, curioso, barato e muito sujo. Sem chance.
 

 Acima: Esta é para engenheiros. Se você não conhece ou não sabe o significado do termo 5S’s (do programa de qualidade japonês), segue os significados de cada S, com as respectivas descrições. Enjoy.


 Acima: Banheiro localizado no prédio comercial de um importante cliente na Índia.
Para que colocar sabonete se ninguém usa???



  Acima: Este aqui é o motorista de um táxi que me transportou do aeroporto de Delhi para um hotel localizado em Delhi - India.Verifique que ele esta na contramão de uma grande via, coisa muito corriqueira por aqueles lados.

  Acima: Não é o que você esta pensando. Mente suja !!!!

 
  Acima: Cafezinho cremoso, cheiroso e ardiiiiido em Singapura.
Que tal sermos sócios e importar café do Brasil para revender por aqui?
 

Acima: Explica-me: Por que num lugar como Singapura, que não existe inverno, se faz liquidação de estação? Ahh já sei. Por causa dos ar-condicionados....

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

New Order em Singapore - Fort Canning Park


Bem no coração de Singapura há um parque muito bonito. Seu nome: Fort Canning Park.

Localizado no alto de uma colina, bem perto do centro financeiro e de uma zona tradicional de bares e discotecas noturnas, o Fort Canning Park é um marco histórico daqui.
Primeiramente possui uma conotação histórica, pois de lá que um rei malaio governou a ilha durante um bom tempo.
Também foi lá que, segundo a lenda, durante a Segunda Guerra Mundial, mesmo sendo um ponto de resistência, os britânicos rendidos, decidiram entregar a ilha para o domínio japonês.
Por isso que encontramos bunkers e edifícios militares.

Esse lugar, por possuir um campo aberto no alto de uma colina, é um dos melhores lugares para se realizar um concerto ao ar livre.
Primeiro porque o relevo ajuda a ver o palco, de qualquer lugar. Como se fosse um anfiteatro.
Segundo, porque facilmente se consegue isolar o lugar em função dos edifícios e da geometria do parque.
Terceiro, porque o local a noite é charmoso e aconchegante. Portanto, um palco perfeito.

E lá foi eu ver uma das minhas bandas favoritas (de todos os tempos). Assim como muita gente fala dos Beatles, dos Stones, meu pai de Chico, Caetano, Tom. Eu falo do New Order.
Tudo bem que eles estão velhinhos, sem disco novo na prateleira, como que buscando caça níqueis depois de velhos.
Mas quem se importa? Fanático que sou, tudo é irrelevante.
Peguei o green card com a Rosangela e fui sozinho ao concerto.

Consegui ficar num lugar muito bom, quase no gargarejo. De frente para o vocalista/guitarrista.
Singapura possui muitos britânicos, e como a banda é oriunda de Manchester, senti-me como um lorde inglês.

O show, antes, durante e depois, não houve correria, empurrão, nada de bagunça. Tudo muito bem organizado.
Acesso ao local e saída do concerto com fácil circulação e sem tumulto.
O parque estava tomado de gente, não sei ao certo a capacidade, mas estava cheio.
Isso tudo é bacana, mas ao mesmo tempo um pouco frio.
Eu assisti ao show do New Order em 2006, um pouco antes do nascimento da Carolina. A galera pulou e suou como uma academia de ginástica e dança. Outra vibração.
Aqui em Singapura, uma tranqüilidade, Chega a ser meio patético. Não é a toa que os gringos amam tocar para latinos.





Lembro-me perfeitamente, que entre uma musica e outra, se fazia um silencio mortal. Como se uma orquestra sinfônica estivesse esperando o regente dar o comando para iniciar a musica.
Eu juro! Dava para conversar com o vocalista.
Um sujeito ao meu lado solicitou que eles cantassem uma musica. O vocalista escutou e num tom irônico disse “Nos não adiantamos o repertorio”.
Na hora eu pensei em gritar: “Toca Raul, porra !!!!”

Coisas de Singapura.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cirurgia dedal na Carolina



Esta aconteceu alguns dias atrás.
A Carolina estava brincando com um brinquedinho inofensivo (em partes).
O brinquedo se tratava – pois fora destruído e as razões serão esclarecidas na seqüência do texto – de um aparato plástico, em formato tubular, do tamanho de uma rolha de garrafa.
Um lado, como um visor oco, o qual se permite olhar por dentro. Do outro, uma lente acrílica que simulava um mosaico todo colorido.

Então foi que ela resolveu enfiar o dedinho indicador onde não deve.


Por um bom tempo ela tentou sozinha, em vão, retirar o brinquedo do dedo. Como não conseguia e com o passar do tempo, o dedo começou a inchar, assim dificultando mais o processo.
Sentindo o quão inúteis estavam sendo as tentativas de livrar o dedinho, em desespero e em prantos, saiu correndo para pedir SOS para a mamãe Rosangela.
A sabida mãe iniciou o processo de besuntar a região com detergente e sabão. E não funcionou.
Já mais nervosa, e com a mãe sem saber o que fazer, foi procurar a salvação e consolo na bíblia, porém, antes, vieram buscar um aconselhamento paterno.
Aí entra em ação o papai, que com muita astúcia, e com todos os conhecimentos adquiridos nos cursos de Mecânica geral, resistência de materiais e engenharia moderna, resolveu o problema.

 
 E, mais uma vez, o mundo foi salvo....

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Beatriz: 12 meses e + -12 fotos



Parabéns Beatriz - 12 meses e 12 fotos!!!!

Hoje Beatriz completa 1 ano de vida! A minha menininha mais inesperada, que caiu em nossas vidas trazendo todas as surpresas que os pais podem experimentar.
Sim, filha,  tenho gratidão por você ter mexido nas minhas certezas, convicções e formas de maternar. 

Já escrevemos anteriormente, e adoramos relembrar, que para quem viu o nosso desespero do ano passado, em terras desconhecidas, grávida, com um ingreiz tupiniquim e nos vê agora, percebe-se que também evoluímos.
O tempo voa. E como voa. Não se pode bobear. A Beatriz esta aprendendo a caminhar e a balbuciar as primeiras palavras. Mais um pouco, como costumo falar: “Nosso bebe não será mais bebe”.
O que você não sabe, nem desconfia, é que, por sua causa, eu me tornei uma mãe melhor também para seus irmãos. Com o tempo, você me fez rever os meus valores, as minhas convicções, as minhas velhas e novas certezas, a minha rigidez, a minha preocupação excessiva , as minhas vontades e minhas reais necessidades.

Foi você - e mais ninguém - quem me fez ver que,  agora eu podia fazer mais. Por você e por eles. Com toda certeza, o seu olhar melhorou o meu. E a miopia foi embora em algum momento desta doce e grudenta vivencia desses 12 meses.

0 a 4 meses


Meu amor, definitivamente, eu não poderia passar por esta vida sem ter você!!!!

Obrigada por ter entrado em nossas vidas, pela oportunidade de sermos pais de uma mocinha incrivelmente maravilhosa, que nada nessa vida supera! Por  tudo que aprendemos e descobrimos dessa relação tão única, intensa e linda.
Beatriz, que você continue exatamente do jeitinho que 'e, e  cresça sempre cheia de saúde e alegria!

5 to 11 meses:


A festinha:
Seguindo a seqüência de festas internacionais, celebramos mais uma vez em terras estrangeiras.
Mamãe preparou tudo:
Dos doces ao bolo de chocolate com morango. Brigadeiros, beijinhos e pipoca.

Os doces não sobraram quase nada. O bolo então... já estão pedindo a recipe (receita).
Ao buscar como produzir brigadeiro em casa na Internet, descobrimos que esse quitute é 100% brasileiro. Vocês sabiam disso?



A festa foi celebrada no condomínio em que vivemos, para variar não tivemos nenhum familiar por perto, somente os agora habituais amigos brasileiros e estrangeiros.
Na hora de cantar parabéns, infelizmente, nada de “Parabéns para você”, o que se cantou foi o típico “Happy Birthday to you ...”.

Em Outubro tem mais: Bernardo 3.0

Musica: O Seu Olhar - Arnaldo Antunes
Arnaldo Antunes - O seu olhar
euhttp://www.youtube.com/watch?v=KbmW5Q1hlms

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bernardo - Troublemaker


Nossos finais de semana são dedicados para curtir e brincar com os filhos. Usualmente descemos e ficamos na piscina do condomínio.
Exceto e Beatriz, por ser pequena, a Carolina e o Bernardo fizeram amizade com outras crianças da mesma faixa etária.
A Carolina geralmente brinca com outras meninas italianas, inglesas ou indianas.
O Bernardo brinca com dois garotos italianos. Um deles exatamente da mesma idade.
Há alguns domingos atrás eu desci com eles no finalzinho da tarde para um breve passeio de patinete. O combinado era que eu ficasse com eles, o tempo suficiente para a Rosangela preparar o jantar.
A Carolina logo engatou a brincar de pega-pega (catch) com outra meia dúzia de crianças e o Bernardo encontrou o amigo italiano.
Enquanto a Carolina já consegue interagir em inglês, sem nenhuma dificuldade ou problema, o Bernardo, por ainda não freqüentar nenhuma escola ou aulas de inglês, tem dificuldade para se comunicar. A gente se divirte em observar o processo de comunicação que ele utiliza (e os outros garotinhos também). Um falando em italiano misturado com inglês, o outro falando em português. E vai que vai – a gente fica assistindo e rachando o bico.

Voltando para a cena de domingo. Eu engatei uma conversa com uma família de amigos e deixei o Bernardo brincando de “carrinho” com o outro menino. Dentro do meu campo de visão.


Esses da foto são os dois protagonistas desse post: Bernardo e Camillo brincando como toda criança. Tirei esta foto uns minutos antes deles fazerem a arte.
  


- Um deve estar falando pro outro: Orra meu! O que que nóis podemu fazê para ferrar com vida do meu pai, hein meu!
Conversa vem, conversa vai, quando me dei conta já estava na hora de subir e comecei a procurar o Bernardo. Foi então que percebi que ele já não se encontrava mais nos arredores.
Aqui não tem o sentimento de insegurança que existe no Brasil. Então fiquei calmo e, caminhando, fui procurar o pivete.

No nosso condomínio há 3 lugares que ele gosta de brincar: a piscina, o playground e uma espécie de viveiro (aquário) de peixes ornamentais.
Procurei nesses três lugares e nenhum sinal deles.
Já um pouco mais preocupado, apertei o passo e me dirigi ao calçadão que ele costuma correr com o patinete. Novamente nada.
Agora já preocupado, voltei para a piscina e comuniquei o fato para a mãe do Camilo, italiana, que prontamente saiu da piscina. Ela foi para um lado e eu para outro.
Alguns poucos minutos depois retornamos no mesmo local. Um olhou para outro com cara de vazio. Nada de novo.Aí bateu o desespero.

Os italianos moram no 10.o andar e da janela deles tem-se uma boa visão do condomínio. Liguei para o pai do garoto que estava em casa e pedi auxilio. Alguns minutos depois, ele veio se juntar ao nosso grupo de busca, pois não conseguira encontrar nada.
Também se juntou ao nosso grupo alguns seguranças do condomínio, porteiros e faxineiras. No caso deles todos equipados com lanternas e walkie-talkies.

Depois de um par de minutos, que pareceu uma eternidade, a Rosangela me ligou.
Pensei duas coisas: ou ela conseguiu visualizar os dois do nosso apartamento e quer me avisar; Ou vai me comer o rabo por estar atrasado para o jantar e deixar a comida esfriar. Ainda completei: Putz ainda vou tomar outra enrabada por ter “perdido” o moleque.
Quando atendi ao telefone ele mal conseguia falar. Somente disparava gargalhadas.
Resumo final: Ela percebeu e estava visualizando toda a movimentação, logo não teve duvidas do que estava acontecendo. Enquanto ela assistia o espetáculo de pais correndo pelos jardins e garagens do condomínio, ela escutou vozes cantando do lado de fora do apartamento, vindos da direção do elevador.
Ao abrir a porta deu de cara com os dois, brincando de gritar e cantar no corredor do andar, pois ocorre um efeito de reverberação e eco. O Bernardo adora escutar a voz dele ecoando nos ladrilhos.
Os dois, de alguma maneira, conseguiram adentrar ao prédio sem as chaves – há uma porta eletrônica, o qual somente abre com chave ou senha. Chamaram o elevador sozinho e souberam operá-lo, indo parar no nosso andar.

A Rosangela chorava de rir e não conseguia completar as frases. Eu ficando nervoso, não sabendo se ela estava histérica ou ironizando tudo. Enfim....

O resgate foi pago e os abduzidos retornaram ao planeta Terra novamente.

Mais um caso nervoso que serve para a gente lembrar e dar risada.

OS: No final, depois de conseguir controlar as gargalhadas, como não poderia ser diferente, tomei aquela carcada pelo telefone por ter deixado o moleque sozinho.
Agora vamos colocar coleira nele, e serviu de lição que com eles não se pode bobear um segundo.

Muzika:
Adoro essa banda. Canções simples, idiotas e divertidas. O nome da muzika diz tudo.