Por que "A Família do Futuro"?

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Singapore
O nome do Blog surgiu de uma brincadeira, pois é muito curioso pensar que estaremos fisicamente onze horas à frente de nossa terra natal. Em Singapore, teoricamente, tudo ocorre primeiro que no Brasil. Aqui tentaremos ser cronistas de nós mesmos, interpretando o mundo à nossa volta em palavras simples e diretas. Mostraremos as aventuras de Marco, Ro, Carol, Bernardo, Beatriz e Eduardo em terras distantes. Rev3: Durante o tempo de existência desse blog, esta introdução foi alterada 2 vezes por incremento de novos integrantes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cingapura: primeiros passos - manual de sobrevivência

Here we are.
O tempo passa, o tempo voa, e a ..... - como diria o velho dingle de propaganda de televisão, já vamos para a nossa segunda semana aqui em Cingapura.
A primeira semana foi muito cansativa: Desarruma as malas, organiza as malas, lavar as roupas sujas acumuladas, adaptar-se ao fuso horário, se localizar geograficamente, etc. Muita mudança num espaço muito curto de tempo.

Foi uma semana de grande observação. A gente fica observando as pessoas ao redor, para verificar se estamos nos comportando adequadamente - afinal, os visitantes somos nós. Nós que somos "os diferentes".

Esta coisa de análise comportamental e cultural dá uma bela tese de mestrado de sociologia. Mas a intenção não é deixar a coisa mais complexa do que já é.

Sermos "Os diferentes" soa engraçado, Acho que teremos muitas histórias cômicas para contar pro resto da vida.

O fato de se observar a situação nos livra de muitos apuros. Na dúvida, quando a gente não consegue perguntar por causa da língua, ou tem vergonha, antes de fazer, observa-se, analisa-se e depois, caso verificado os possíveis riscos, copiamos. Essa é uma lição antiga, que podemos provar que dá certo.
Isso você faz ao atravessar a rua, para entrar no metrô, para pagar o ônibus, para entrar no prédio onde trabalho, para pedir um táxi, para tudo aquilo que fazemos de olhos fechados no Brasil, aqui reaprendemos.

Quando chegamos em Cingapura fomos direto a um hotel. No terceiro dia fui informado que iríamos mudar a um apartamento provisório, como um Flat, com relativo conforto - 2 quartos, sala, cozinha, serviço de faxina, troca de toalhas, piscina, salão de ginástica, etc.
Como aqui tem cozinha, Rosangela decidiu colocar seus dotes culinários em prática, afinal nós também precisamos comer.
Primeira tarefa: Ir a um supermercado.
O que no Brasil eu já fazia com o " pé nas costas", aqui, uma tarefa que demoraria uns 15 minutos para um compra rápida, foi dispendia aproximadamente 1 hora.
Primeiro: desconhecemos a localização dos produtos. Embora muito organizado, quem falou que eu consigo compreender todas as palavras em inglês. Uma coisa é você utilizar um inglês técnico, que habitualmente utiliza no trabalho (faz parte da rotina). Uma outra coisa distinta é o de utilizar um inglês na rua, conversando com as pessoas. Confesso que me frustro um pouco.
Segundo: Quando eu decido perguntar, geralmente os atendentes são descendentes de chineses ou de indianos. Ambos com sotaques terríveis de se compreender.
Terceiro: As embalagens são muito diferentes das que encontramos no Brasil. Outro dia fui atrás de sal. Dei uma de machão e falei, vou achar essa droga na marra, sem perguntar. Andei corredor por corredor, olhando todas as prateleiras. Fui e voltei e não encontrei. Disse para mim mesmo: Pronto, não se vende sal em supermercado. Mas antes de sair, decidi perguntar para um atendente. Ele me indicou o caminho e mostrou. "temos todas essas opções". E não é que era sal mesmo? O fato é que enquanto no Brasil estamos acostumados a comprar sal embalados em plástico transparente, aqui ele é vendido em caixas de papelão, muito parecidos com aquelas caixas de tintura de cabelo.

E para você conseguir um carrinho de compra. Fiquei minutos esperando alguém apanhar o carrinho. Aqui os carrinhos ficam todas presos, com uma espécie de cadeado. Depois de um tempo observando, vi que para liberá-lo, você tem que colocar uma moeda, num lugar específico do cadeado para ele se soltar. Você somente pega a moeda de volta, se devolver o carrinho do lugar que você pegou.

Depois de fazer a compra, entreguei as mercadorias para a Rosângela, e fomos ligar o fogão ..... como se liga esse troço? Mexe aqui, vira ali, aperta na frente, verifica atrás e nada de fogo. Não tive dúvida, já sem paciência e bufando, liguei para o zelador do prédio, e num tom de reclamação falei e ela para vir nos ajudar. Depois de alguns minutos ele apareceu, abriu um pequeno compartimento próximo ao fogão, e ligou a válvula do gás. Deu aquela famosa risadinha de quem diz "Seus gringos burros, me faz vir aqui à toa?".

O mesmo se deu para entender como se aquecia água do chuveiro, como se lava a roupa e liga a máquina de lavar, etc.

No prõximo Post falaremos um pouco do Metrô daqui e do transporte público como um todo. Também colcoarei algumas fotos de onde a gente esta morando provisoriamente.

Música: Cássia Eller - O Segundo Sol
Por que essa música: Porque eu escuto essa música quase todo o dia, no meu Ipod, na hora de ir trabalhar. De onde moro agora, até o trabalho gasto quase 1 hora entre caminhadas e transporte público. Portanto, nada melhor do que ficar observando o mundo, ao meu redor, com as músicas que gosto.

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