Por que "A Família do Futuro"?

Minha foto
Singapore
O nome do Blog surgiu de uma brincadeira, pois é muito curioso pensar que estaremos fisicamente onze horas à frente de nossa terra natal. Em Singapore, teoricamente, tudo ocorre primeiro que no Brasil. Aqui tentaremos ser cronistas de nós mesmos, interpretando o mundo à nossa volta em palavras simples e diretas. Mostraremos as aventuras de Marco, Ro, Carol, Bernardo, Beatriz e Eduardo em terras distantes. Rev3: Durante o tempo de existência desse blog, esta introdução foi alterada 2 vezes por incremento de novos integrantes.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Colocamos os pés na Alemanha.

Depois de quase 12 horas o voo chegou tranquilo. Fomos bem recebidos pelo prefeito da cidade e pela Angela Merkel.
O voo foi muito cansativo – vou repetir – foi muito cansativo. Foi o pior voo que já fiz em toda a minha vida.
Primeiro: deixaram eu e a Rô separados. Fomos de certa forma enganados no check-in. Pois quando perguntei se poderíamos ficar na mesma fileira, acabei cedendo quando o atendente disse que iamos ficar um atrás do outro. Eu e a Carol na fileira 42, e a Rô e o Beco na fileira 43.
Somente não contávamos que entre essas duas fileiras estava a cozinha do avião.
A Rô ficou na “ primeira fileira” após a cozinha. Na parede em frente a ela colocaram uma caminha presa à mesma. Aliás, o interessante foi que muitas crianças dormiram nessa fileira.
Eu como fiquei na “ última” fileira antes da cozinha, tinha o grande inconveniente de a poltrona inclinar tanto como nas aeronaves que fazem a ponte aérea Rio-SP, ou seja, quase nada.
Somado ao fato de que as fileiras do avião estavam na configuração 3 4 3, eu e Carol ficamos com as poltronas encostadas na janela. Mal dava para ela dormir, pois não havia espaço para esticar as pernas, e sem posição para as pernas é incrível como fica difícil tirar umas horas de sono.
Já o beco descobrimos que ele é imune ao Dramin. A Rô fez ele beber algumas gotas ainda no aeroporto e eu durante o voo. Em vez de acalmar, acho que acelera o bicho. Tive que ficar com ele de pé um bom tempo, ele fazendo eu dormir...
A Rô ficou na janela, com um berço na sua frente e com mais duas pessoas estranhas ao lado. Ou seja, o logística necessária para ela ir ao banheiro era incrível: Pedir para o cara do corredor levantar, depois a gordinha do meio fazia o mesmo, e então a Rô desenroscava a perna do berço e saia para ir ao pipi house e esticar as pernas.
O pior é que eu não conseguia enxergar a Rô e vice-versa. E eu estava com a bolsa com todas as mamadeiras, leite em pó e a chupeta.
Teve uma hora que fiquei muito inquieto e o instinto dizia que precisava dar uma espiadinha neles. Pedi licença para a japa que estava no corredor (não, ele não aceitou trocar de poltrona comigo – deixa para lá) e fui até onde estava a Rosangela. Quando ela me viu ela me olhou de um jeito que eu parecia Jesus reaparecendo no dia da ressureição. Abriu um sorriso de aliviada. Não somente por me ver, é claro, mas também pelo fato que o moleque não conseguia dormir, pois além de não ter tomado o leitinho, a chupeta estava em minha posse.
Prontamente fiz o que deveria ser feito e voltei para o meu assento. Quando chego lá a Carolina, coitadinha, estava deitada na poltrona dela, na minha, e ainda colocou os pés em cima da Japa. Fez dos 3 assentos sua cama. Fiquei sem graça e olhei para a Japa. O rosto dela respondeu “ Deixa ela, não esta me incomodando”  - É incrível como conseguimos fazer um diálogo apenas com os olhos e os músculos da face. Então pensei: deixa ela assim por enquanto e permaneci em pé, por um bom tempo. Ficava contando quantas pessoas passavam para ir ao banheiro, ficava xeretando a conversa das aeromoças, e de vez em quando ia dar uma olhada na Rô e no Beco.
Quando minha perna começou a doer e já não suportava mais ficar de pé, voltei ao apertado assento.
O Beco e Carol conseguiram a grande proeza de dormir somente umas 4 horas durante todo o voo. Imaginem o resto.
Enfim, não irei ter boas recordações do voo LH0507.

Nenhum comentário:

Postar um comentário